Chá de Ipê-roxo: Melhora a Circulação, Combate Diabetes, Fortalece Sistema Imunológico

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Chá de Ipê-roxo: Melhora a Circulação, Combate Diabetes, Fortalece Sistema Imunológico

Chá de Ipê-roxo: o ipê-roxo é nativo da América do Sul e cresce em florestas tropicais e se encontra em extinção em seu habitat natural.

O ipê-roxo é utilizado na medicina popular do Peru desde a época do Império Inca.

Chá de Ipê-roxo Melhora a Circulação, Combate Diabetes, Fortalece Sistema Imunológico

Chá de Ipê-roxo Melhora a Circulação, Combate Diabetes, Fortalece Sistema Imunológico

Chá de Ipê-roxo Benefícios:

O ipê-roxo é utilizado na complementação de tratamentos de câncer de pulmão, próstata e cólon e, acredita-se que ele também aumenta a produção de células vermelhas no sangue.

Pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos demonstraram que Tabebuia impetiginosa possui um efeito muito pronunciado sobre o câncer.

Contudo, as doses orais alcançam níveis consideráveis no sangue, podendo causar alguns efeitos colaterais e, em função disso, o uso do medicamento natural contra o câncer foi interrompido em alguns pacientes.

A parte usada do Ipê-roxo é a entrecasca (líber) ou o lenho (cerne). O cerne contém, entre outros princípios ativos, o lapachol (pigmento amarelo cristalino ) e a betalapachona, substâncias já conhecidas como auxiliares na cura de doenças neoplásicas e inibidoras de tumores.

Essas substâncias inibem o crescimento de células tumorais, impedindo os tumores de metabolizarem oxigênio.

Combate bactérias:

O lapachol, presente no ipê-roxo, tem atividade antimicrobiana e atua contra bactérias e alguns microrganismos. A atividade fungicida demonstrou ser maior que a exercida pelo cetoconazol, um medicamento antifúngico encontrado em farmácias (1).

Combate sinusite:

Estudos científicos demonstram que o tratamento com lapachol pode combater a sinusite. A comprovação veio de um estudo feito com pacientes adultos que estavam com sinusite e que já haviam utilizado antibióticos, descongestionantes ou anti-inflamatórios. Quando receberam tratamento com lapachol, 92% dos casos de sinusite foram curados (2).

Melhora a saúde da pele:

O ipê-roxo pode ser usado topicamente nas infecções dérmicas, limpeza, desinfecção de feridas, queimaduras e em micoses de pele como a candidíase.

Estudos científicos demonstram que a atividade antifúngica do lapachol está ligada à interação da substância com a membrana celular desses organismos.

Combate a psoríase:

O lapachol também inibe o crescimento de queratinócitos humanos, isso significa que se torna um composto que pode ajudar no combate a psoríase.

Aumenta glóbulos vermelhos:

Estudos mostram que a casca do ipê-roxo tem substâncias que ajudam no aumento de glóbulos vermelhos do sangue e, consequentemente, na oxigenação do corpo (3).

Apresenta também ótimos resultados contra o parasita da malária. É um laxante moderado.

Em doses controladas, os ativos químicos do ipê-roxo podem revigorar o sistema imunológico, no entanto, doses altas poderiam ocasionar justamente o contrário.

Favorece a circulação e age em várias formas de diabetes, especialmente a diabetes dos jovens.

A espécie Tabebuia avellanedae faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), constituída de espécies vegetais com potencial de avançar nas etapas da cadeia produtiva e de gerar produtos de interesse do Ministério da Saúde do Brasil.

Chá de Ipê-roxo Nome Popular:

Ipê-roxo, cabroe, ipê, ipê-de-flor-roxa, ipê-mirim, ipê-preto, ipê-tabaco, ipê-uva-roxa, ipeúva-roxa, pau-d’arco-roxo, peúva, peúva-roxa.

Ipê-roxo Nome Científico:

Tabebuia avellanedae  Lorentz ex Griseb.

Receita Chá de Ipê-roxo:

Componentes: cascas e folhas. 3 colheres (sopa)

Quantidade: água 150 mL

Chá de Ipê-roxo Como Preparar:

Infusão. Usar 3 colheres (sopa) de entrecasca quebrada em pequenos pedaços em uma xícara de água.

Chá de Ipê-roxo Propriedades Medicinais:

Adstringente, analgésico, antiblenorrágica, antimicrobiana, anti-inflamatória, anti-infecciosa, antitumoral, antinevrálgica, anti-sifilítica, antibactericida, antifúngico, depurativa, diurético.

Chá de Ipê-roxo Para que Serve:

É usado no tratamento caseiro de impetigo, câncer de pele, lupus, Doença de Parkinson, psoríase e alergias.

O chá de ipê-roxo é bom para combater a anemia, diabetes, diarreia, candidíase, catarro da uretra, colite, coceira, ovário, estimulante do sistema imunológico (prevenção de leucemia, diabetes, câncer), feridas, fígado, fungo, garganta, inflamação artrítica, leucemia, malária, osteomielite, problemas respiratórios, queimaduras, úlcera, útero.

A garrafada, tintura ou chá da entrecasca seca do ipê-roxo é indicada para inflamações, câncer de útero e próstata, infecção dos rins, problemas de pele, doenças do coração, derrame, pressão alta, prisão de ventre, inflamação do fígado e doenças sexualmente transmissíveis.

A pomada do ipê-roxo é usada como cicatrizante de ferimentos, para tratar coceiras e manchas da pele.

Chá de Ipê-roxo Como Fazer:

Uso Interno. Acima de 12 anos. Infusão. Leve um litro de água ao fogo. Após começar a ferver, adicione 2 colheres (sopa) de casca de ipê-roxo e desligue o fogo. Deixe a mistura tampada descansar por dez minutos. Consuma de 2 a 3 xícaras por dia.

A entrecasca do ipê-roxo, em qualquer forma de remédio caseiro, deve sempre ser usada seca e nunca fresca.

Pode ser preparada na forma de garrafada com vinho branco ou cachaça, ou tintura com álcool de cereais.

Prepara-se o chá colocando-se a entrecasca seca de molho na água fria. A entrecasca seca é também utilizada para fazer pomadas.

Segredos para fazer chá de Ipê-roxo:

  1. Jamais ferva ou guarde o chá de ipê-roxo em recipiente de alumínio, estanho, lata ou plástico, pois os metais entram em reação química com vários componentes do chá quando fervido, alterando seu efeito medicinal.
  2. Recipientes como vidro, cerâmica, porcelana, barro, ferro fundido ou aço são mais apropriados.
  3. Não conserve o chá no recipiente onde foi preparado, pois as partículas da casca podem deixá-lo amargo.
  4. Não deixe o chá muito tempo em infusão, pois o aroma fica muito forte.

Para 1 litro de água fervente, coloque de 5 a 10 gramas de casca de ipê-roxo, tampe e deixe em fogo brando por 5 minutos. Retire a vasilha do fogo e deixe o chá em infusão de 15 a 20 minutos.

Em seguida, coe o chá com uma peneira diretamente no recipiente que ficará guardado para ser tomado aos poucos.

Chá de Ipê-roxo Efeitos Colaterais e Contraindicação:

O uso excessivo pode soltar os intestinos e resultar na perda de células vermelhas do sangue, podendo causar anemia.

A anemia geralmente resulta em fadiga, pele fria e pálida, batimentos cardíacos e padrões respiratórios anormais.

Associado com o lapachol, alguns efeitos colaterais podem incluir tonturas, náuseas, vômitos e diarreia.

A planta não é indicada para crianças, mulheres grávidas, lactantes ou menstruadas.

Remédios caseiros preparados com álcool não devem ser ingeridos por hipertensos ou por quem esteja utilizando medicamentos.

Para quem faz uso da garrafada ou chá de ipê-roxo, recomenda-se seguir uma dieta alimentar sem alimentos gordurosos.

Veja também:

Fontes Consultadas:

  1. Laboratório de Plantas Medicinais “Prof. Walter Accorsi”, USP/ESALQ (2004).
  2. DIAS, J. E. LAUREANO, L. C. (Coord.). Farmacopeia Popular do Cerrado. S.l., GO: Articulação Pacari, 2009.
  3. Jornal BIOQUIMICA (2012): Nosso cientista Oswaldo Gonçalves de Lima.
  4. Instituto Brasileiro de Florestas (IBF): Ipê-roxo.
  5. LORENZI, Harri: Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas do Brasil, vol. 1. Instituto Plantarum, Nova Odessa, SP, 2002, 4a. edição.
  6. Cragg, Gordon M., and David J. Newman. “Plants as a source of anti-cancer agents.” Journal of ethnopharmacology 100.1 (2005): 72-79.
  7. Cragg, Gordon M., et al. “Role of plants in the National Cancer Institute drug discovery and development program.” 1993. 80-95.
  8. The Plant List: Handroanthus impetiginosus.
  9. Wikipédia: Handroanthus impetiginosus.
  10. ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. Isis Ediciones. 1998.
  11. CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. IBDF. 1984.
  12. PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ªed. 1998.
  13. SIMÕES, C. M. O. Farmacognosia da Planta ao Medicamento. 1999.
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