Chá de Maracujá: Reduz a Pressão Alta e Ansiedade, Calmante, Combate Insônia, Vermífugo

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Chá de Maracujá: Reduz a Pressão Alta e Ansiedade, Calmante, Combate Insônia, Vermífugo

Chá de Maracujá: o maracujazeiro é originário da América Tropical, com mais de 150 espécies nativas do Brasil.

O maracujá pode ser usado na formulação de remédios caseiros, chás ou tinturas, e podem ser usadas as folhas, flores ou o fruto do maracujá.

Chá de Maracujá

Benefícios do Chá de Maracujá:

O maracujá apresenta benefícios que ajudam no tratamento de diversas doenças, como ansiedade, depressão ou hiperatividade, e no tratamento de problemas de sono, nervosismo, agitação, pressão alta ou inquietação.

Além disso, também pode ser usado para emagrecer e no combate ao envelhecimento, pois está repleto de antioxidantes como as vitaminas A e C, e apresenta propriedades diuréticas.

O maracujá é uma boa fonte de carboidratos, contém vitaminas (A, C, complexo B), é rico em minerais (cálcio, fósforo e ferro).

Os alcaloides presentes no maracujá podem contribuir para uma dilatação da artéria coronária.

Apresenta propriedades depurativas, sedativas e anti-inflamatórias. As sementes atuam como vermífugo. Por essas características está incluído na Farmacopeia Brasileira. 

Os efeitos calmantes da planta, especialmente em quadros insones e ansiosos, foram confirmados pelo Ministério da Saúde.

chá de maçã

Maracujazeiro tem uso científico comprovado como ansiolítico e sedativo leve. Pode ser preparado como infuso ou tintura.

A espécie Passiflora incarnata faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS), constituída de espécies vegetais com potencial de avançar nas etapas da cadeia produtiva e de gerar produtos de interesse do Ministério da Saúde do Brasil.

Princípios Ativos do Chá de Maracujá:

O maracujá possui alcaloides, bioflavonoides, pigmentos, pectina e ácidos orgânicos.

Maracujá Nome Popular:

Maracujá, flor-da-paixão, maracujá-guaçu, maracujá-silvestre, passiflora.

Maracujá Nome Científico:

Passiflora incarnata L.

Receita Chá de Maracujá:

Componentes: folhas, flores, frutos, sementes. 3 g

Quantidade: água 150 mL

Como Preparar o Chá de Maracujá;

Infusão. Usar 3 g de folhas em uma xícara de água fervente.

Chá de Maracujá Propriedades Medicinais:

Ansiolítico, sedativo leve, diurético, depurativo, anti-inflamatório, calmante, antitérmico, vermífugo, antiespasmódico.

Para que Serve o Chá de Maracujá:

O chá de maracujá é bom para combater dores de cabeça de origem nervosa, ansiedade, perturbação nervosa da menopausa, insônia, além de taquicardia nervosa, doenças espasmódicas, nevralgias, asma.

Como Fazer Chá de Maracujá:

Uso Interno.  Acima de 12 anos. Infusão. Ansiedade, nervosismo, insônia. Usar 3 g de folhas em uma xícara de água fervente. Tomar uma xícara do chá, 10 a 15 minutos após o preparo, duas a quatro vezes ao dia.

Uso Interno. Acima de 12 anos. Decocção. Usar 6 a 10 g de folhas verdes (3 a 5 g folhas secas) em 250 ml de água, colocar para ferver e deixar destampado para eliminar excesso de ácido cianídrico liberados pelos glicosídeos cianogênicos. Coar e tomar uma xícara antes de dormir para induzir o sono ou até 3 vezes ao dia.

Uso Externo. Compressas e Cataplasma. Decocção. Usar 2 colheres(sopa) de folhas fatiadas em uma xícara de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos e coe. Aplique nas regiões afetadas, com uma gaze ou pano. No caso de hemorroidas, pode-se adicionar a água morna e fazer banho de assento.

Para inchaço nos olhos, queimaduras e irritações na pele, são usadas compressas e para queimaduras e feridas, o suco pode ser aplicado em forma de cataplasma.

Uso Interno. Tintura. Perturbação nervosa da menopausa, insônia, histeria, normalizar a pressão arterial. Usar 2 colheres (sopa) de folhas bem picadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixar em maceração por 5 dias e coe. Tomar 1 colher (café) diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia, e se necessário, uma colher à noite, antes de deitar.

Geleia de Maracujá:

Cortar pela metade 1 Kg dos frutos maduros e retire as sementes com uma colher. Passe numa peneira para extrair das sementes a parte do melaço acidulado, apertando com um garfo e reserve.

Coloque em uma panela as metades dos frutos, cobrindo-os com água e cozinhe até que amoleça bem a polpa. Desligue o fogo e espere amornar, em seguida, retire com uma colher a polpa das cascas e passe por uma peneira, obtendo uma massa.

Coloque essa massa numa panela, junto com o melaço que estava reservado e adicione 3 copos de açúcar. Misture bem e leve para cozinhar em fogo brando, mexendo sempre, até adquirir a consistência de geleia. Deixe amornar e coloque em vidros, fechando hermeticamente.

Chá de Maracujá Efeitos Colaterais e Contraindicação:

O principal efeito colateral da Passiflora é a sonolência excessiva e por isso é recomendado não operar máquinas, nem dirigir porque os reflexos podem ficar reduzidos.

Em casos muito raros podem surgir sintomas como náuseas, vômitos, dor de cabeça e taquicardia.

A Passiflora está contraindicada para pacientes com hipotensão arterial.

Também não deve ser consumido com bebidas alcoólicas, nem com outros medicamentos calmantes, com efeito sedativo ou anti-histamínico.

Esse fitoterápico não deve ser consumido durante a gravidez, nem por crianças com menos de 12 anos de idade.

Seu uso pode causar sonolência. Não usar em casos de tratamento com sedativos e depressores do sistema nervoso. Não utilizar cronicamente.

Veja também:

Fontes Consultadas:

  1. TESKE, M.; TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. Herbarium, Curitiba (PR), 3ª ed. 1997.
  2. Plantas que Curam. Sylvio Panizza. 1997.
  3. SIMÕES, C. M. O. et al. Plantas da Medicina Popular no Rio Grande do Sul. Editora da UFRGS, Porto Alegre (RS), 3ª ed., 1989.
  4. BIAZZI, E. S. Saúde pelas Plantas. Casa Publicadora Brasileira, Tatuí (SP), 10ª ed. 1996.
  5. USP/ESALQ (Estágio Supervisionado, 1999): Cultivo da Horta Medicinal.
  6. The Plant List: Passiflora alata.
  7. Wikipédia: Passiflora incarnata.
  8. Wikipédia: Maracujá.
  9. ALONSO J. Tratado de Fitofármacos y Neutracéuticos, 1°ed, Argentina, 2004.
  10. ÁVILA, L. C. Índice terapêutico fitoterápico – ITF. 2 ed. Petrópolis, RJ, 2013.
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