Chá de Romã: Previne Alzheimer, Combate Infecção e Inflamação na Garganta, Depurativo

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Chá de Romã: Previne Alzheimer, Combate Infecção e Inflamação na Garganta, Depurativo

Chá de Romã: a romã é originária da Ásia Ocidental. A romã está bem aclimatada ao Brasil, sendo os estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde se encontra os maiores cultivos.

Na crença popular, as suas sementes são comidas na noite de ano novo, para prosperidade financeira e também são usadas contra a inveja e o ódio.

Chá de Romã Previne Alzheimer, Combate Infecção e Inflamação na Garganta, Depurativo
Chá de Romã Previne Alzheimer, Combate Infecção e Inflamação na Garganta, Depurativo

Benefícios do Chá de Romã:

O chá de cascas de romã é um excelente remédio caseiro para aliviar a dor de garganta persistente, pois essa fruta possui propriedades anti-inflamatórias que desinflamam a garganta e diminuem sintomas, como as dores, o aparecimento de pus e dificuldades para comer ou falar.

Estudo realizado na ESALQ/USP mostrou a potencialidade da romã como aliada na prevenção de Alzheimer. Na casca da fruta é possível encontrar mais antioxidante do que no suco e polpa.

Os antioxidantes são essenciais para a prevenção contra os radicais livres que matam as células de nosso corpo, acarretando doenças degenerativas.

Os pesquisadores buscaram meios de concentrar todo o extrato da casca em pó, para ser diluído como suco ou adicionado a sucos de outros sabores.

Observou-se que o material tem grande potencial para emprego na forma de microcápsulas à base do extrato de casca de romã como um ingrediente a ser incorporado na dieta, sendo um aliado na prevenção da doença.

A romã tem uso científico comprovado como anti-inflamatório e antisséptico da cavidade bucal.

Sendo tônica, diurética, antiespasmódica e tenífuga, produz excelentes resultados no tratamento de garganta e gengiva, cólicas intestinais e diarreias. Costuma-se empregar as folhas para lavagem dos olhos.

A espécie Punica granatum faz parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS).

Princípios Ativos da Romã:

A casca do fruto possui taninos, resinas, açúcares e pigmentos (antocianinas). As flores contém taninos e pigmentos (antocianinas). As sementes contém ácidos orgânicos (cítrico, málico e tartárico, além de vitamina C, água e açúcares.

Modo de Conservar a Romã:

As cascas do caule, do fruto (pericarpo) e as flores são secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Guardar, em separado, em sacos de papel ou de pano.o arilo das sementes é consumido fresco. A fruta deve ser seca à sombra.

Romã Nome Popular:

Romã, romeira, romeira-da-granada, romanzeira.

Romã Nome Científico:

Punica granatum L.

Receita Chá de Romã:

Componentes: casca do fruto. 2 colheres (sopa).

Quantidade: água 150 mL

Como Preparar Chá de Romã:

Decocção. Usar 2 colheres (sopa) de cascas do fruto em uma xícara de água.

Chá de Romã Propriedades Medicinais:

Diurética, vermífuga, depurativa, antisséptica da cavidade bucal, anti-inflamatória.

Chá de Pau-ferro

Para que Serve Chá de Romã:

O chá de romã é bom para combater diarreia, cólicas, hemorroidas, Inflamações e infecções da mucosa da boca, garganta e faringe agindo como anti-inflamatório e antisséptico.

Como Fazer Chá de Romã:

Uso Interno. Acima de 12 anos. Decocção. Usar uma xícara de cascas de romã em um litro de água. Adicionar as cascas de romã em uma panela com água e deixar ferver por aproximadamente 15 minutos.

Após esse tempo, tampar até que o chá esteja morno e beber a seguir. Tomar 3 vezes ao dia para que a dor de garganta diminua. Porém, se após 3 dias a dor não apresentar melhorias é aconselhado consultar um especialista ou médico.

Uso Externo. Acima de 12 anos. Decocção. Usar 2 colheres (sopa) em uma xícara de água. Anti-inflamatório e antisséptico da cavidade bucal. Sangramentos da gengiva. Faringite e gengivite. Aplicar no local afetado, em bochechos e gargarejos 3 vezes ao dia.

Uso Externo. Decocção. Banho Vaginal. Infecções vaginais por fungos amarelo-esverdeado com mau cheiro e coceira, corrimento branco. Coloque 2 colheres (sopa) de cascas picadas do caule e do fruto (pericarpo) em ½ litro de água em fervura.

Deixe ferver por 5 minutos e coe. Espere esfriar e adicione 1 colher (sobremesa) de bicarbonato de sódio. Misture bem. Faça a higiene íntima, com uma ducha vaginal, de 2 a 3 vezes na semana.

Sapinhos em Recém-nascidos:

Colocar em 1 xícara (chá), 1 colher (sopa) de flores fatiadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Espere esfriar. Limpe as partes afetadas com um chumaço de algodão, sem esfregar, de 2 a 3 vezes ao dia.

Máscara de Romã Revitalizante:

Em um pilão, coloque 2 colheres (sopa) de sementes com arilo e amasse bem. Coe em uma peneira para retirar as sementes, ficando somente o suco do arilo e adicione 1 colher (sobremesa) de mel.

Misture bem. Lave o rosto e pescoço e aplique, com exceção da região dos olhos. Deixe agir por 20 minutos e enxágue com água fria. Repetir de 2 a 3 vezes na semana.

Suco de Romã:

O suco de romã é indicado para tratar a garganta, também é eficaz no desenvolvimento ósseo, para o estômago, angina, inflamação gastrintestinal, afecções geniturinárias, hemorroidas, cólicas intestinais e má digestão.

Chá de Romã Efeitos Colaterais e Contraindicação:

Se ingerido, pode provocar zumbido, distúrbios visuais, espasmos na panturrilha e tremores. Não engolir a preparação após o bochecho e gargarejo.

As partes medicinais utilizadas da romã são as sementes e cascas da infrutescência (fruto), tronco e raiz e devem ser utilizadas com precaução, pois há relatos de intoxicações devido à alta concentração de alcaloides e à possível complexação destes com os taninos das raízes.

Podem inclusive servir de veneno espasmódico, que pode levar a paralisia central generalizada. Os primeiros sintomas de uma intoxicação são alterações visuais, vertigens e vômitos.

O consumo de romã não deve ser feito juntamente com gelatina, albumina e sais de ferro. 

chá de romã

Veja também:

Fontes Consultadas:

  1. Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 1ª edição. ANVISA, pg. 56, 96. 2011.
  2. BIESKI, I. G. C. et alli. Romã. Universidade Federal de Lavras (UFLA, MG), 2005.
  3. Resíduos de romã, um aliado na prevenção de Alzheimer.
  4. MANICA, I. Frutas Nativas e Exóticas 4. Romã. Porto Alegre, RS, Cinco Continentes. 90p. 2007.
  5. Plantas que curam. Cheiro de Mato. Sylvio Panizza. 1997.
  6. Purdue University: Pomegranate.
  7. The Plant List: Punica granatum.
  8. Wikipédia: Punica granatum.
  9. BALMÉ, F.; Plantas Medicinais. Ed. Helmus, 1994.
  10. COIMBRA, R.; Manual de Fitoterapia. Ed. CEJUP, 1994.
  11. CRAVO, A.B.; Frutas e Ervas que Curam – Panacéia Vegetal. Ed. Helmus, 1995.
  12. ENCYCLOPÉDIE DES PLANTES MÉDICINALES. Ed. Larousse-Bordas, 1997.
  13. MOREIRA, F.; As Plantas que Curam. Ed. Helmus, 1985.
  14. WERKMAN, C; et al. Aplicações terapêuticas da Punica granatum L. (romã). Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.10, n.3, p.104-111, 2008.
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