Chá de Sete-sangrias: Combate Colesterol, Palpitações no Coração, Reumatismo, Dermatose

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Chá de Sete-sangrias: Combate Colesterol, Palpitações no Coração, Reumatismo, Dermatose

Chá de Sete-sangrias: a sete-sangrias é uma planta nativa em toda a América do Sul, também conhecida como guanxuma-vermelha, sendo muito encontrada no Brasil. Planta pouco estudada, mas muito empregada pelos raizeiros e pela população para problemas do sangue de uma forma geral.

Várias espécies de Cuphea são denominadas popularmente “sete-sangrias”. Este nome foi dado pelo caboclo brasileiro por acreditar, ainda no tempo em que se usava fazer sangria nos doentes, que seu infuso valia por sete “sangrias”.

Chá de Sete-sangrias Combate Colesterol, Palpitações no Coração, Reumatismo, Dermatose

Benefícios do Chá de Sete-sangrias:

Algumas espécies de Cuphea, conhecidas popularmente no Brasil por sete-sangrias, são utilizadas para fins terapêuticos como diaforéticas, diuréticas, laxativas e, especialmente, no controle da hipertensão arterial e prevenção da arteriosclerose.

Para os fins terapêuticos, são empregadas todas as partes da planta adulta.

O chá de sete-sangrias também é indicado para os casos de colesterol alto e palpitações no coração, além de auxiliar na cura de reumatismo, doenças venéreas, psoríase, dermatite de contato e afecções da pele em geral.

O gênero Cuphea constitui-se num grande potencial para as indústrias química, alimentícia e farmacêutica, pois as espécies apresentam ácidos graxos de grande importância.

Dentre outras espécies, a Cuphea carthagenensis se destaca pelo emprego frequente na medicina popular, com efeitos terapêuticos investigados nos últimos anos.

O gênero Cuphea, com mais de 200 espécies, encontra-se distribuído em vários países, sendo no Brasil a sua maior representação (HOEHNE, 1939).

Modo de Conservar a Sete-sangrias:

A planta inteira pode ser utilizada fresca ou seca ao sol, em local ventilado e sem umidade. Armazenar em sacos de papel, de pano ou em vidros escuros.

Princípios Ativos da Sete-sangrias:

A erva possui mucilagens, resina, óleo essencial, pigmentos e flavonoides.

Sete-sangrias Nome Popular:

Sete-sangrias, erva-de-sangue, pé-de-pinto, guanxuma-vermelha.

Sete-sangrias Nome Científico:

Cuphea carthagenensis (Jacq.) J.F.Macbr.

Receita Chá de Sete-sangrias:

Componentes: partes aéreas secas. 1 a 2 colheres (chá)

Quantidade: água 150 ml

Como Preparar Chá de Sete-sangrias:

Decocção ou Infusão. Usar  1 a 2 colheres (chá) da planta em uma xícara de água.

Chá de Sete-sangrias Propriedades Medicinais:

Hipotensora, depurativa, diurética, diaforética, antissifilítica.

Para que Serve Chá de Sete-sangrias:

No sistema cardiocirculatório, age como hipotensora nos casos de hipertensão arterial leve a moderada, e sedativa do coração.

Já no sistema reprodutor age como anti-sifilítica e outras doenças venéreas, principalmente na fase crônica.

Possui ação anti-inflamatória e anti-reumática, elimina o excesso de ácido úrico na gota.

Pode auxiliar e fazer parte do tratamento de doenças de pele como psoríase. Parece ter uma ação depurativa leve. Ajuda também a controlar estados de diarreia.

Como Fazer Chá de Sete-sangrias:

Uso Interno. Acima de 12 anos. Infusão. Coloque 1 colher (chá) da planta fatiada em uma xícara (chá) e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, de 1 a 3 vezes ao dia.

Uso Interno. Acima de 12 anos. Infusão. Contra pressão alta. Ferva uma xícara de água e jogue sobre uma colher (sobremesa) de planta seca (folhas e flores); cubra e deixe por cerca de 10 minutos; coe e beba três xícaras ao dia. Não adoçar. Observação: se usar o caule, deixe ferver por 5 minutos junto com a água.

Uso Externo. Acima de 12 anos. Decocção. Contra psoríase. Problemas de pele. Dermatite de contato. Úlceras. Furúnculos. Ferva uma colher (sopa) de planta seca picada em meia xícara de leite, durante 3 minutos; cubra, deixe amornar e coe. Faça compressas com gaze ou com algodão e aplique nas partes afetadas, 2 a 3 vezes ao dia. Paralelamente, tome o chá como depurativo.

Uso Interno. Acima de 12 anos. Infusão. Tosse de cardíacos. Ferva 250 ml de água e jogue sobre uma colher (sopa) de planta seca; cubra e deixe amornar por 10 minutos; coe e adicione 1 xícara de açúcar; leve ao fogo brando, mexendo até dissolver o açúcar. Tome 1 colher (sopa) 3 vezes ao dia.

Uso Interno. Acima de 12 anos. Maceração. Ativador (circulação sanguínea e função intestinal). Nervosismo. Depurativo. Diurético. Coloque 2 colheres (sopa) da planta fatiada em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 8 dias e coe. Tome de 10 a 15 gotas ou 1 colher (café), diluído em um pouco de água, de 2 a 3 vezes ao dia.

Xarope de Sete-sangrias:

O xarope de sete-sangrias é feito adicionando água fervente em uma xícara (chá) contendo 1 colher (chá) da planta inteira picada. Adicione nesse chá uma xícara média de açúcar e leve a mistura ao fogo até dissolver totalmente e administrado na dose de uma colher (sopa) 2 a 3 vezes ao dia.

O xarope de sete-sangrias é indicado para aliviar a sensação de respiração difícil, tosse dos cardíacos, irritação das vias respiratórias e insônia.

Chá de Sete-sangrias Efeitos Colaterais e Contraindicação:

O consumo em excesso pode causar diarreia. O uso prolongado pode levar a quedas bruscas da pressão. Não é indicado para crianças.

Chá de Pau-ferro

Veja também:

Fontes Consultadas:

  1. CARIBÉ, J.; CAMPOS, J. M. Plantas que ajudam o homem. Editora Cultrix / Pensamento,  São Paulo, 6ª ed., 1991, p.201.
  2. FRANCO, L. L. As sensacionais 50 plantas medicinais + algas. Editora Lobo Franco, Curitiba, v. II, 2001, p.185-186.
  3. GOMES, M. As plantas da saúde. Paulinas, São Paulo, 1ª ed., 2002, p. 265.
  4. Lorenzi, H. 2000. Plantas Daninhas no Brasil – terrestres, aquáticas, parasitas e tóxicas. 3a. edição. Instituto Plantarum. Nova Odessa. SP.
  5. Plantas Medicinais do Brasil. Nativas e Exóticas. Harry Lorenzi. 2ª Edição. 2008.
  6. Mors, W.B., C.T. Rizzini & N.A. Pereira. 2000. Medicinal Plants of Brazil. Reference Publications, Algonac. Michigan.
  7. Ericeira, V.R., M.M.R. Martins, C. Souccar & A.J. Lapa. 1984. Atividade farmacológica do extrato etanólico da “sete-sangrias”, Cuphea balsamona Cham. VIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil (Manaus).
  8. PANIZZA, S. Plantas que curam (Cheiro de Mato). IBRASA, São Paulo, 20ª ed., 1997, p. 187-188.
  9. PIVA, M. G. O caminho das plantas medicinais. Ed. Mondrian, Rio de Janeiro, 2002, p. 218-219.
  10. TESKE, M.; TRENTINI, A. M. M. Compêndio de Fitoterapia. Herbarium, Curitiba, 3ª ed., 1997, p. 260-261.
  11. The Plant List: Cuphea carthagenensis.
  12. Wikipédia: Sete-sangrias.
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