Chá de Valeriana: Combate Insônia, Ansiedade, Distúrbios da Menopausa, Esgotamento

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Chá de Valeriana: Combate Insônia, Ansiedade, Distúrbios da Menopausa, Esgotamento

Chá de Valeriana: a valeriana é originária da Europa e Oeste da Ásia. É uma planta medicinal conhecida como sedativo desde Roma Antiga – era usada pelos soldados romanos para se acalmar após batalhas sangrentas.

Do outro lado do Atlântico, os Astecas, que habitavam a região do atual México, encontravam na erva alívio para a fadiga. Hoje, vários estudos atestam seus poderes anti-estresse.

Chá de Valeriana Combate Insônia, Ansiedade, Distúrbios da Menopausa, Esgotamento

Benefícios da Valeriana:

A valeriana tem como principal indicação o combate contra a insônia. Sua ação ansiolítica é atribuída a um grupo de ativos chamados valepotriatos, que agem no sistema nervoso central.

No cérebro, eles aumentariam a disponibilidade de certos neurotransmissores, aplacando a ansiedade. Alguns trabalhos afirmam que a espécie tem a vantagem de não provocar dependência, mas ainda não existe consenso nesse sentido.

Estudos demonstraram que a valeriana reduz o tempo que uma pessoa demora para dormir e melhora a qualidade do sono e mesmo assim não deixa com que a pessoa sofra com sonolência matinal. 

A valeriana aumenta a quantidade do ácido gama-aminobutírico (GABA) no cérebro, composto que ajuda a regular as células nervosas, acalmando a mente, diminuindo a ansiedade e os sintomas do estresse.

Utilizada ainda como antiespasmódico, hipnótico, carminativo, antitabagismo (seu odor confere um sabor amargo ao tabaco) e ainda como coadjuvante em doenças relacionadas ao estresse como cefaleias tensionais, psoríase etc.

Tem sido muito utilizada, portanto, como uma alternativa ao uso de sedativos sintéticos, devido a seus menores efeitos colaterais e da menor dependência no uso prolongado.

chá de urtiga-branca

Modo de Conservar a Valeriana:

As raízes e os rizomas devem ser secos ao sol, em local ventilado e sem umidade. Armazenar em sacos de papel ou de pano, em ambiente seco e arejado, ao abrigo da luz solar.

Princípios Ativos da Valeriana:

A erva possui óleos essenciais (pineno, canfeno, limoneno e borneol), alcaloides (catinina e valerina), flovanos, fitoesterois,taninos, ácidos orgânicos, resinas, açúcares e valepotriados.

Valeriana Nome Popular:

Valeriana, erva-dos-gatos, erva-de-são-jorge, valeriana-selvagem, valeriana-menor, valeriana-oficial.

Valeriana Nome Científico:

Valeriana officinalis L.

Receita de Chá de Valeriana:

Componentes: raízes e rizomas de plantas com mais de 2 anos de idade. 1 colher (chá)

Quantidade: água 150 mL

Como Preparar o Chá de Valeriana:

Infusão. Usar 1 colher (chá) de raiz em uma xícara de água.

Chá de Valeriana Propriedades Medicinais:

Sedativa, antiespasmódica, hipnótica, carminativa, antitabagismo.

Para que Serve o Chá de Valeriana:

Nervosismo, insônia, estresse, cefaleia tensional, psoríase.

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Como Fazer o Chá de Valeriana:

Uso Interno. Acima de 12 anos. Infusão. Calmante para doenças nervosas, ansiedade, histeria, distúrbios da menopausa (angústia, ondas de calor pelo corpo e tristeza), esgotamento, enxaqueca de origem nervosa. Coloque 1 colher (chá) da raiz fatiada em uma xícara e de água quente. Abafe por cinco minutos e coe. Tomar 2 xícaras por dia.

Uso Interno. Acima de 12 anos. Decocção. Usar 10 gramas de raiz em 500 ml de água. Colocar os ingredientes numa panela e deixar ferver durante 10 minutos. Deixar repousar por 5 minutos, coar e beber 2 xícaras por dia. No caso de insônia, o chá deve ser ingerido até 30 minutos antes de dormir.

Uso Interno. Acima de 12 anos. Maceração Fria. O uso da valeriana pode ser feito preferencialmente, na forma de maceração. Usar 1 a 3 gramas da raiz em uma xícara de água.

A erva deve ser macerada e utilizada em água fria. Deixar a mistura em repouso durante várias horas (toda a noite, por exemplo). Tomar 2 xícaras por dia.

Uso Externo. Decocção. Dores localizadas, feridas, chagas, psoríases. Coloque 4 colheres (chá) da raiz e rizoma fatiados em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos, espere amornar e coe. Aplique no local afetado, em forma de cataplasma, 2 vezes ao dia.

Uso Interno. Maceração. Espasmos (intestinais e estomacais), ansiedade, histeria, esgotamento nervoso, distúrbios da menopausa e insônia. Coloque 2 colheres (sopa) da raiz e rizomas fatiado em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 10 dias, coe e acrescente 1 colher (sopa) de glicerina.

Tome 1 colher (café), diluído em um pouco de água, 2 vezes ao dia, entre as principais refeições. No caso de insônia, deve ser tomado também à noite, 30 minutos antes de se deitar.

Chá de Valeriana Efeitos Colaterais e Contraindicação:

O uso da infusão de valeriana, dentro das doses recomendadas, não tem contraindicação, mas o tempo de utilização deve ser de 8 a 10 dias, com intervalo de 30 dias até iniciar novamente o tratamento.

Contraindicado na gravidez, lactação, doença hepática prévia e crianças (principalmente as menores de 3 anos).

Seu uso em altas doses e por períodos prolongados pode levar a excitabilidade, náuseas, diarreia, cefaleia, tonturas, obstipação intestinal, bradicardia, sonolência, desaparecendo com a suspensão do tratamento.

Como a capacidade de reação pode ser afetada, não se deve dirigir nem consumir bebidas alcoólicas depois de tomar o suplemento ou beber o chá.

Evitar o uso concomitante de bebidas alcoólicas. O uso deve ser acompanhado de orientação médica.

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Veja também:

Fontes Consultadas:

  1. University of Maryland Medical Center: Valerian.
  2. Natural Medicines. Comprehensive Database. NaturalDataBase.com
  3. Leathwood, Peter D., et al. “Aqueous extract of valerian root (V. officinalis L.) improves sleep quality in man.” Pharmacology Biochemistry and Behavior 17.1 (1982): 65-71.
  4. Hattesohl, Miguel, et al. “Extracts of V. officinalis. Anxiolytic and antidepressant effects but neither sedative nor myorelaxant properties.” Phytomedicine 15.1-2 (2008): 2-15.
  5. Murphy, K., et al. “V. officinalis root extracts have potent anxiolytic effects in laboratory rats.” Phytomedicine 17.8-9 (2010): 674-678.
  6. PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição. 1998.
  7. TESKE, M. TRENTINI, A.M.M. Herbarium compêndio de fitoterapia. Curitiba. 4a. ed. 
  8. Fitoterapia Magistral. Anfarmag – Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, 2005. 
  9. ALONSO, J. R. Tratado de fitomedicina – Bases clínicas e farmacológicas. Editora Isis, Buenos Aires, 1998.
  10. COSTA, A. F. Farmacognosia. Volume 1. Fundação Gulbenkian Calouste. Lisboa. 1994.
  11. FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 4ª edição. 1996 SCHAWENBERG, P.; PARIS, F. Guia de las Plantas Medicinales. Omega. 1980.
  12. COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia. 2ª. edição. 1994.
  13. WHO monographs on selected plants. 1st edition. Volume 1. 1999.
  14. 2000. ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Ediciones. Buenos Aires. 1998.
  15. The Plant List: Valeriana officinalis.
  16. Wikipédia: Valeriana officinalis.
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