Raciocínio rápido e ossos fortes dependem da gordura que você come

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Raciocínio rápido e ossos fortes dependem da gordura que você come

Escolha a gordura certa para ativar o metabolismo

Demonizar as gorduras é praxe nas conversas sobre dieta. A birra encontra respaldo em, basicamente, duas explicações: as calorias que elas acrescentam à dieta e o suposto prejuízo causado na saúde. “O problema é que muita gente confunde gordura com fritura”, afirma a nutricionista Fabiana Honda, da PB Consultoria em Nutrição, em São Paulo. Existem várias fontes de gorduras e muitas delas são essenciais ao funcionamento do organismo e para absorção de vitaminas.

O próprio óleo usado nas frituras é uma fonte importante de ômega 6, gordura importante para a saúde do coração, por exemplo. “O erro está em aquecer este óleo e transformá-lo em gordura saturada, forma que entope as artérias”, explica a especialista.

O segredo, portanto, está na escolha certa, como indica a Sociedade Brasileira de Cardiologia: até 30% das calorias totais da dieta devem ser gorduras, sendo que o consumo de a gordura saturada deve ser menor que 7%, da poli-insaturada (peixes e linhaça) de até 10%, e até 20% de gordura monoinsaturada (azeite de oliva). A seguir, veja 9 áreas do seu corpo que saem ganhando quando você seleciona bem o tipo de gordura que vai para o seu prato.

Cérebro

As gorduras compõem cerca de 60% do cérebro e não podem faltar numa dieta de quem deseja ter memória afiada e raciocínio rápido. A nutricionista Fabiana Honda, de São Paulo, explica que a maioria dessas gorduras são ácidos graxos poli-insaturados, como o ácido araquidônico e o ácido decosahexanóico (chamado de DHA, um tipo de ômega 3). “O equilíbrio entre ômega 3 e ômega 6 protege a estrutura responsável pela transmissão do estímulo de um neurônio para o outro”, afirma o nutrólogo Roberto Navarro, de São Paulo, lembrando que o ideal é igualar o consumo destes dois ômegas.

“O ômega 3 pode aumenta o número de sinapses (conexões entre os neurônios), uma vez que o DHA está presente na constituição da mielina, responsável pela transmissão de impulsos nervosos. Mais estudos estão sendo realizados para confirmar o potencial dessa gordura na prevenção e melhora do Alzheimer e da depressão”, diz Fabiana. O ômega 3 é encontrado peixes de águas frias e profundas como salmão, arenque, sardinha e atum. O ômega 6 aparece nos ovos, no leite, nas carnes vermelhas e no óleo de girassol, por exemplo.

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Funcionamento das células

Toda célula é recoberta por uma membrana de gordura. “A membrana celular define os limites da célula e atua como uma barreira, controlando o que entra e o que sai da célula. Essa seleção é importante para que o metabolismo funcione adequadamente”, explica a nutricionista Fabiana Honda. Os fosfolipídios, encontrados na soja e nos ovos, são os principais componentes das membranas celulares, junto às gorduras poli-insaturadas, também encontradas na linhaça.

Ossos

Embora não haja relação direta entre o consumo de gorduras e os ossos, elas são essenciais para a absorção de vitamina D, nutriente essencial para a absorção e fixação de cálcio nos ossos.

Circulação

Segundo o nutrólogo Navarro, o vaso sanguíneo sofre influência direta do tipo de gordura que comemos. “Uma dieta rica em ômega 3 melhora a circulação sanguínea, porque esta gordura tem poder desinflamante e diminui a pressão nos vasos sanguíneos”. Protegendo a saúde dos vasos, a circulação é facilitada, o que beneficia tanto a saúde do coração quanto a do cérebro, pois há melhora da irrigação sanguínea.

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Coração

Estudos comprovam que gorduras poli-insaturadas, como o Ômega 3, diminuem a concentração de colesterol LDL (mau colesterol), além de possuírem efeito anti-inflamatório, diminuindo os riscos de doenças cardiovasculares. Por isso a importância do consumo das gorduras presentes nos peixes como atum, arenque, sardinha e salmão, na linhaça e no óleo de chia (clique aqui e conheça o MultiÔmegas 369 cápsulas). Óleos vegetais (girassol, canola, soja) também são ricos em Ômega 6. Alguns deles suportam temperaturas mais altas, podendo ser usadas em frituras (como é o caso do óleo de soja), mas prefira utilizá-los crus, em saladas, por exemplo.

A nutricionista também lembra a importância de consumir gorduras monoinsaturadas, como a do azeite de oliva. Segundo ela, o consumo desse tipo de gordura diminui as taxas de LDL e aumenta as de HDL, o bom colesterol. “Seu consumo inibe a formação de coágulos e a produção de óxido nítrico, importante agente regulador da pressão arterial”, afirma.

Pulmões

O liquido surfactante pulmonar é 90% composto de gordura, principalmente saturada. Esse líquido é essencial para manter o funcionamento dos alvéolos, estruturas responsáveis pelas trocas gasosas da respiração. A gordura saturada é encontrada em alimentos protéicos de origem animal como carnes, frango, peixes, ovos e leite, além do óleo de coco.

Rins

Estudo de pesquisadores da Universidade Federal do Paraná mostrou que a gordura Ômega 3 é uma competente reguladora das funções renais. Segundo Fabiana, o ácido aracdônico – um tipo de gordura Ômega 6 -, ao ser metabolizado, está relacionado a melhorias na função renal, proporcionando melhoras em quadros de dano glomerular (glomérulo é a região dos rins onde acontece a filtragem do sangue), em várias formas de insuficiência renal aguda e/ou crônica, nefrotoxicidade (efeito venenoso de algumas substâncias, tanto químicos tóxicos como medicamentos, sobre os rins) e nefropatia diabética (doença dos rins que ocorre em pacientes com diabetes).

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Hormônios

Para que os hormônios sejam produzidos normalmente, o consumo de gorduras é essencial? O organismo necessita de uma quantidade mínima para fazer a síntese hormonal. Por outro lado, o excesso de gordura saturada provoca desequilíbrios na secreção dos hormônios. Assim, as gorduras saturadas devem representar apenas 7% do total de calorias ingeridas diariamente.

Transporte de vitaminas

As vitaminas A, D, E e K são chamadas de lipossolúveis. Isso quer dizer que elas apenas são absorvidas no sistema digestivo quando se ligam à gordura que ingerimos em nossa dieta. “Essas vitaminas só conseguirão entrar no sangue junto à gordura”, diz Navarro. Mas não precisa ser a gordura aparente da carne, fontes mais saudáveis, como azeite de oliva, óleo de chia, óleo de coco e fontes de Ômega 3, como linhaça e peixes de águas profundas, cumprem bem este papel.

Fonte: Minha Vida

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